A China considerou esta segunda-feira "muito critica" a questão da divida grega, mas manifestou-se confiante de que "a União Europeia pode resolver adequadamente os problemas da divida e ultrapassar as atuais dificuldades".

"Esperamos que a Grécia e os credores internacionais alcancem um acordo e que as negociações resultem", disse uma porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying, num comentário acerca dos resultados do referendo de domingo na Grécia.

A mesma fonte acrescentou que a China deseja que "a Grécia continue na zona euro", acrescentou.

No referendo de domingo na Grécia, o "Não" ao programa dos credores internacionais obteve 61,31% dos votos, contra 38,69% do "Sim".

A China é a segunda economia mundial e um importante investidor na Grécia.

Uma grande empresa estatal chinesa explora dois terminais do porto do Pireu, nos arredores de Atenas, e é candidata à compra de 67% do capital da autoridade portuária local.

"Sempre defendemos a integração europeia, uma Europa próspera e unida, e um euro forte", disse a porta-voz do MNE chinês.

Hoje de manhã, num editorial dedicado ao referendo grego, um jornal do Partido Comunista Chinês (PCC) afirmou que a União Europeia está confrontada com "um desafio sem precedentes" e "uma dolorosa escolha".

"Para a União Europeia, o apaziguamento com a Grécia é encorajar a falta de cumprimento e a rebelião, que terá consequências negativas no futuro, mas expulsar a Grécia significaria um grave retrocesso, outro resultado que não pode permitir ", salientou o Global Times, jornal de língua inglesa do grupo Diário do Povo, o órgão central do PCC.