As bolsas europeias terminaram a semana em terreno positivo, com os investidores na expetativa dos resultados da Cimeira Europeia extraordinária que vai discutir a situação grega e procurar evitar o incumprimento de Atenas e, no limite, a saída da Grécia da zona Euro.


A bolsa de Atenas fechou esta sexta-feira com uma valorização de 0,57%, depois de ter voltado a bater mínimos dos últimos três anos durante a sessão. A bolsa que mais ganhou foi a de Milão, 1,02%, seguida de Madrid, 0,92%, e de Lisboa, com uma valorização de 0,69%.

Os juros da dívida pública acompanharam esta onda positiva e aliviaram em todos os prazos. Os juros da dívida grega a 10 anos baixaram para menos de 12,5%, depois de terem ultrapassado os 13% na quarta e quinta-feira.


Pharol trepa e BPI tomba


Em Lisboa, o destaque positivo do dia foi da Pharol, a empresa que substituiu a Portugal Telecom SGPS, que registou uma valorização de 15,750%, para 0,4630 euros por título. A justificação técnica é que os títulos ajustaram ao valor real da participação que a empresa portuguesa detém na OI brasileira.

A ajudar ao desempenho positivo do índice PSI 20 estiveram também a Mota-Engil, que subiu 2,6% para 2,052 euros, e a Galpenergia, com uma valorização de 2,052%, para 10,94 euros por ação.

Pela negativa, o destaque vai para o BPI, que sofreu um tombo de 9,055%, para 1,145 euros, depois dos catalães do CaixaBank terem desistido da oferta de pública de aquisição, na sequência do chumbo, pela assembleia-geral, da proposta de desblindagem dos direitos de voto a 20% do capital.  Os catalães estão agora a analisar a estratégia futura quanto à sua participação de 44% no BPI, sendo que existe uma proposta da Santoro, de Isabel dos Santos, de ser avaliada uma possível fusão entre o BPI e o BCP.

O BCP fechou esta sexta-feira na bolsa com um ligeiro recuo, de 0,256%, para 0,0779 euros por ação.