As bolsas europeias afundaram esta segunda-feira e os juros da dívida pública dos países da zona euro dispararam, na sequência do colapso, no fim-de-semana,  das negociações entre a Grécia e os credores europeus. Os mercados temem que a Grécia não consiga pagar, já no final de junho, uma tranche de 1.600 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional, entrando em incumprimento.

A bolsa de Atenas afundou 4,68%, arrastada pela forte queda dos títulos da banca, e os juros da dívida pública grega, com maturidade a 10 anos, treparam para 12,249%, o valor mais alto dos últimos dois meses.

As restantes bolsas europeias caíram em média 2%, com os investidores receosos de uma eventual bancarrota grega. A bolsa de Milão foi a que mais caíu, 2,45%, seguida por Lisboa, com uma queda de 2,33%, para os 5.627 pontos, e da bolsa de Frankfurt, que recuou 1,81%.

Os juros da dívida pública subiram, em particular, nos países periféricos. No caso português, os juros da dívida pública a 10 anos treparam para 3,223%, o valor mais elevado dos últimos oito meses.

Na bolsa portuguesa, as maiores quedas foram das empresas do setor da construção. A Teixeira Duarte  liderou as quedas, com um recuo de 9,651%, apesar da fraca liquidez, e a Mota-Engil fechou com uma queda de 7,215%, a valer apenas 2,109 euros por ação.

Destaque ainda, neste dia negro, para a queda do millennium BCP  - 6,760%. O banco liderado por Nuno amado vale apenas 8 cêntimos por ação. Uma nota ainda para a Pharol, a empresa que substituíu a Portugal Telecom SGPS, que atingiu um novo mínimo histórito, a 0,346€ por ação. Aacabou o dia a fechar nos 0,3620€ por título, com um recuo de 3,467%.