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Grécia: querem nacionalizar banca e romper com troika

Radicais de esquerda conseguem mandato para formar governo e impõem condições aos partidos que assinaram resgate financeiro

Por: Redacção / VC    |   2012-05-08 15:32

O segundo partido com mais votos nas eleições legislativas da Grécia, o Syriza, foi mandatado para formar governo e já mostrou ao que vem e o que quer: nacionalizar a banca e romper o acordo alcançado com a troika são duas das medidas.

Depois de o partido mais votado nas eleições de domingo, o Nova Democracia, ter admitido que não conseguiria formar governo, é a vez do líder do partido de esquerda radical, Alexis Tsipras, tentar tomar as rédeas à situação e impor condições ao executivo que assinou o memorando de entendimento.

O responsável frisa que o povo grego mostrou que não quer medidas de austeridade e cortes como aqueles que estão estabelecidos no acordo do resgate financeiro.

«O veredicto popular torna claramente o acordo de resgate inválido», disse o mais jovem líder político da Grécia, de 37 anos, citado pela Reuters.

Tsipras anunciou, depois de receber o mandato para formar governo, que chamou Samaras e Venizelos, da Nova Democracia e PASOK, impondo como condição para formarem um governo o envio de novas cartas aos credores institucionais da Grécia em Bruxelas e Washington, dizendo que o país não vai cumprir o acordado.

O líder da esquerda radical solicitou o cancelamento imediato das leis sobre as reformas e sobre o mercado de trabalho e quer que o Estado controle o sistema financeiro.

«Nós garantimos que os depósitos dos cidadãos serão utilizados para o desenvolvimento económico do país e para a recuperação de sua produção», disse o representante do Syriza, Dimitris Stavroulis à rádio Vima.

Os radicais de esquerda dizem que os bancos gregos não precisam de ser recapitalizados, uma vez que têm cerca de 165 mil milhões de euros em depósitos. E se esses bancos forem nacionalizados, os recursos serão alocados como investimento na produção.

A postura intransigente do líder da esquerda radical pode diminuir as já remotas hipóteses de conseguir formar uma coligação.

O país caminha a passos largos para o desgoverno e novas eleições.

Os analistas acreditam que a saída da Grécia é do euro é agora cada vez mais provável.

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EM BAIXO: Alexis Tsipras e Samaras (Reuters)
Alexis Tsipras e Samaras (Reuters)

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