As verbas canalizadas pela Política Agrícola Comum (PAC) permitiram atenuar os efeitos da crise económica no setor em Portugal, que representa 11% do emprego, segundo dados divulgados esta terça-feira pela Comissão Europeia.

«A injeção de recursos públicos nos setores agrícola e florestal teve efeitos multiplicadores importantes e desempenhou um papel importante na atenuação dos efeitos da crise económica em Portugal», segundo Bruxelas.

Entre 2007 e 2013, a PAC investiu «mais de 8,3 mil milhões de euros nos setores agrícola e rural em Portugal», segundo os dados de Bruxelas, e de 2014 a 2020 as verbas destinadas ao país são de cerca de 8 mil milhões.

As áreas prioritárias nos próximos sete anos são o emprego, sustentabilidade, modernização, inovação e qualidade, sublinhando a Comissão Europeia que, no quadro anterior, se investiu na estabilização do rendimento dos agricultores e também na modernização da produção.

O setor primário português representa 2,4% da economia nacional e 11% do emprego, números que estão acima da média europeia (1,7% e 5,2%, respetivamente).

Considera Bruxelas que a indústria agroalimentar teve uma evolução positiva, especialmente nas exportações.

As frutas são a principal produção agrícola em Portugal (21,3%), seguindo-se os legumes (19,1%), leite (12,8%), porcos (9,9%) e aves de capoeira (8,2%).