O pagamento do subsídio de férias aos reformados e pensionistas da função pública foi feito, mas os acertos relativos ao IRS estão a «fazer mossa» no bolso de muita gente. Há casos de redução da ordem dos 80%. Noutros casos, o corte chega aos 45%, como aconteceu a Maria do Rosário Gama, presidente da Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados (APRE).

Segundo descreveu Maria do Rosário Gama à «Renascença», «na minha folha de vencimento tenho 15 parcelas de desconto. Três para ADSE, nove para o IRS e três para a contribuição extraordinária de solidariedade».

Já a Federação Sindical da Administração Pública (FESAP) considera violentos os efeitos dos acertos no IRS no subsídio de férias que pensionistas e funcionários públicos recebem este mês.

«Vão ser os trabalhadores a pagar, mais uma vez, a pagar os erros do Governo ao receberem menos subsídio de férias agora no Natal por consequência do IRS. Os trabalhadores vão ter de pagar, desde Janeiro até agora, o diferencial do IRS numa tabela que foi concebida para 13 salários e agora vão receber 14 e, portanto, há casos em que as pessoas perdem 200, 300 e 400 euros, o que é uma violência», disse à «Renascença» o dirigente José Abraão.

De acordo o bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, Domingues Azevedo, um trabalhador pode ter, em média, uma redução de 35% no subsídio de férias, por força do acerto do IRS.