O presidente do Eurogrupo negou que Portugal e Espanha tenham levantado obstáculos ao acordo alcançado esta sexta-feira na reunião de ministros das Finanças da zona euro sobre o prolongamento da assistência financeira à Grécia.

Questionado sobre informações que circularam nos «corredores» do Conselho, segundo as quais as delegações espanhola e portuguesa, encabeçadas por Luis de Guindos e Maria Luís Albuquerque, discordavam do compromisso, Dijselbloem respondeu que «não».

«Não, tivemos um acordo total sobre o resultado do encontro, como podem ver na declaração» final adotada pelo Eurogrupo, disse.

O presidente do fórum dos ministros das Finanças da zona euro indicou que houve uma «discussão no final sobre os procedimentos a seguir agora», tal como a lista de reformas que a Grécia terá que apresentar na próxima segunda-feira, e «foi tudo clarificado».

A ministra Maria Luís Albuquerque não prestou declarações aos jornalistas no final da reunião.

Os ministros das Finanças da zona euro chegaram esta sexta-feira a acordo com o governo grego para a extensão do resgate por quatro meses, confirmou o presidente do Eurogrupo. 

Dijsselbloem precisou que a assistência foi prolongada por quatro meses, embora o pedido de Atenas fosse de seis meses, e, em contrapartida, as autoridades gregas comprometeram-se a conduzir uma série de reformas, em linha com as condições previstas no atual programa, tendo que apresentar já na próxima segunda-feira uma lista com medidas.

Já o comissário europeu dos Assuntos Económicos afirmou que o acordo alcançado com Atenas é do interesse da Grécia e da zona euro, mas alertou que ainda é preciso «muito trabalho» para fechar as políticas de reforma.