O secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, disse que Portugal está “preparado para conquistar o mundo” graças ao programa StartUp Portugal, a estratégia do Governo para o empreendedorismo.

Com esta estratégia e estes parceiros estamos preparados para conquistar o mundo”, afirmou João Vasconcelos na sessão de lançamento do programa, no Porto esta segunda-feira.

A estratégia assenta em três pilares: ecossistema, financiamento e internacionalização.

No âmbito do primeiro pilar, o Governo quer criar uma rede nacional de incubadoras para interligar as “mais de 60 que existem no país” e “promover a cooperação de recursos físicos e ‘know how’ [conhecimento]”.

Será também criada uma rede nacional de FabLabs e ‘makerspaces’, uma zona livre tecnológica, um Simplex para ‘startups’ (em início de atividade) e haverá uma aposta na dinamização de um empreendedorismo inclusivo e orientado para o emprego.

Ao nível do financiamento, e segundo foi hoje divulgado pelo secretário de Estado, o Governo pretende “oferecer alternativas ao crédito bancário”, com a criação de ‘Startup Vouchers’ num valor total de 10 milhões de euros.

Será também lançado o Programa Momentum, para graduados do ensino superior que querem desenvolver uma ideia de negócio, o Vale de Incubação, com incentivos num montante global de 10 milhões para apoiar cerca de duas mil empresas, e o Programa Semente, que cria um regime fiscal mais favorável para a possibilidade de deduzir em sede de IRS 100 mil euros investidos em ‘startups’.

O StartUp Portugal trará ainda incentivos à contratação e novas formas de financiamento como ‘equity crowdfunding’ (modelo que permite o investimento no financiamento de ‘startups’ a troco da participação na respetiva estrutura acionista e através da agregação de centenas de pequenos investidores), coinvestimento com Business Angels e com capitais de risco.

Quanto à internacionalização, o programa irá promover as ‘startups’ nos maiores eventos do mundo, nas maiores feiras setoriais nacionais, em receções oficiais e eventos de Estado, na WebSummit, na Surf Summit e na Future Cities.

O secretário de Estado começou por salientar que “Portugal é um país empreendedor”, referindo que “no mês passado surgiram 3,4 novas empresas por cada uma que foi encerrada”.

“Portugal já provou que tem iniciativas”, destacou João Vasconcelos segundo o qual “os jovens portugueses estão entre os da União Europeia com mais iniciativa” visão e ambição globais, sendo mesmo a “geração mais qualificada” que o país já teve.

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, defendeu por sua vez que o crescimento económico depende “cada vez mais” das empresas ‘startup’ que “pela sua ousadia se fazem grandes”.

O crescimento económico cada vez mais depende destas empresas. Não pelas ‘startups’ que ficam ‘startups’ a vida toda, mas por aquelas que pela sua ousadia se fazem grandes”, afirmou Caldeira Cabral.

O ministro explicou que o programa faz parte não só da estratégia de inovação do Governo, mas também da “estratégia económica centrada em criar valor, pelo conhecimento, pela valorização do talento das pessoas, pela atração de talento para Portugal”.

“Não é fácil, mas aqui estamos num ecossistema que se está a reforçar, que tem muito para avançar, que já tem muitas empresas válidas e que já fizeram o seu caminho”, disse.

Caldeira Cabral garantiu que o programa não é “apenas integrador”, já que tem “medidas concretas, com implementação concreta, que vão ser concretizadas nos próximos meses”.

Para o governante, graças às medidas do Governo Portugal é hoje “um sítio que dá todas as condições a quem queira cá fazer um negócio inovador e, a partir de cá, crescer para o mundo”.

As ‘startup’ estão cá para ficar e este Governo está cá para as apoiar, de uma forma integrada, nas várias fases da sua vida, para as apoiar a crescer, a serem parte do futuro de Portugal”, assinalou.

O programa, que foi apresentado em março e hoje lançado, apresenta quinze medidas para o empreendedorismo, com o objetivo que "cada boa ideia que surja se possa tornar numa boa empresa no futuro”, explicou então o primeiro-ministro.

Entre as medidas deste programa nacional está a criação de uma rede nacional de incubadoras e o alargamento das competências da Portugal Ventures, a entidade que gere o investimento público em ‘startups’.