O ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, afirmou esta terça-feira que Portugal continua «empenhado» em explorar e promover todas as possibilidades que permitam reduzir os custos das energias renováveis.

«Portugal continua empenhado em explorar todas as possibilidades de reduzir o custo de cumprimento das energias renováveis. Todos queremos cumprir metas ambiciosas de renováveis, a questão está em saber com que custo e as interligações e todos os mecanismos que permitam ter uma política mais coordenada de promoção das energias renováveis criam condições para baixar os custos e estamos empenhados nesse diálogo no âmbito europeu, como estamos também empenhados nesse diálogo no contexto do Mediterrâneo», disse Moreira da Silva.

O governante falava no final da segunda reunião ministerial sobre Ambiente e Energias Renováveis do Diálogo do Mediterrâneo Ocidental (5+5), que decorreu na segunda-feira e hoje, em Lisboa, que contou com a presença de representantes da Argélia, Espanha, França, Itália, Malta, Marrocos, Mauritânia, Líbia, Portugal e Tunísia.

Deste encontro resultou a ‘Declaração de Lisboa’ assinada por todos os países representados, que aprova um plano de ação do Diálogo 5+5 no domínio das energias renováveis e da eficiência energética, que prevê atividades de troca de conhecimento e de capacidades entre os participantes, e a importância de desenvolver as interligações energéticas.

Já na área do clima, a Declaração de Lisboa reafirma a necessidade de um ambicioso acordo na 21ª Conferência das Partes de Paris, que decorre na quarta-feira, e a importância de definir ações piloto, no domínio das alterações climáticas, no âmbito dos países do Diálogo 5+5.

«Em relação ao acordo que aqui alcançamos há uma mensagem muito concreta no que diz respeito às alterações climáticas para que se possa atingir um acordo em Paris e, no fundo, que todos os países possam submeter os seus compromissos que estavam previstos no primeiro trimestre de 2015 […] essa é uma dimensão prática deste diálogo 5+5, reafirmar esse objetivo», disse Moreira da Silva.

No que diz respeito à promoção das energias renováveis, «saiu desta reunião a necessidade de estabelecermos um plano para a promoção das energias renováveis na Bacia do Mediterrâneo».

Trata-se, segundo o governante, de «uma decisão concreta que procura tirar partido da diversidade de recursos renováveis para uma lógica de maior parceria e concertação».

«O diálogo não deve ser apenas político, mas também nas áreas económica, empresarial, científica e estamos muito mais orientados para a ação desta reunião de Lisboa do que apenas orientados para o diálogo», sublinhou o ministro.

E rematou: «Temos vários recursos renováveis à volta do Mediterrâneo: água, sol, vento. Nem todos os países têm o mesmo potencial renovável, mas todos temos um potencial renovável […] logo, temos toda a vantagem neste diálogo 5+5 no plano político, económico, social e ambiental».