A ministra das Finanças e o vice-primeiro-ministro, os dois membros do Governo agora responsáveis pelas relações com a troika, iniciam hoje, em Bruxelas, uma série de encontros com responsáveis da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional.

Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque deslocam-se, entre hoje e quinta-feira, às cidades-sede das três instituições (Bruxelas, Frankfurt e Washington), acompanhados do secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, Carlos Moedas, e do secretário de Estado Adjunto do Vice-Primeiro-Ministro, Miguel Morais Leitão, para começar a preparar as oitava e nona missões regulares de acompanhamento do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro, que a troika realizará em Portugal a partir de 16 de setembro.

Hoje, em Bruxelas, a delegação portuguesa será recebida, ao final da tarde (18:00 locais, 17:00 de Lisboa), pelo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, depois de um encontro às 12:00 locais com o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn.

De acordo com o Governo, «estas reuniões de alto nível permitirão, designadamente, um primeiro encontro de novos responsáveis do programa, tanto do lado do Governo português, como da Comissão Europeia e do FMI».

As oitava e nona avaliações da troika eram esperadas em julho, mas o Governo pediu um adiamento dos exames, justificado com o facto de estarem a decorrer, na altura, negociações entre os parceiros da troika e as autoridades portuguesas.

O prazo das revisões derrapou devido aos atrasos na conclusão da sétima avaliação que aconteceram, por sua vez, devido aos atrasos no plano de corte na despesa do Estado depois do chumbo do Tribunal Constitucional a quatro normas do Orçamento do Estado para 2013.

Por ocasião da tomada de posse de Paulo Portas como vice-primeiro-ministro, a 24 de julho último, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, esclareceu que o antigo chefe de diplomacia ficará com intervenção na área da coordenação económica e «não deixará de ter um papel de articulação e de coordenação» das relações do Governo com a troika, ressalvando que esse papel «evidentemente, não se sobrepõe às competências próprias que a senhor ministra de Estado e das Finanças tem nessa matéria».