O vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, considerou hoje «virtuoso» que a consolidação orçamental se faça em 2014, pela primeira vez, com a ajuda do crescimento da economia.

«Pela primeira vez, a consolidação orçamental, ou seja, termos finanças mais equilibradas, vai poder ter a ajuda do crescimento económico. É uma ajuda virtuosa», afirmou, em declarações aos jornalistas.

Paulo Portas falava após a vista que efetuou à feira de mobiliário de Paços de Ferreira que está a decorrer naquela cidade.

O governante sublinhou que a consolidação orçamental por via do crescimento é positiva porque, «se a economia cresce, ela gera mais emprego e, por outro lado, gera também mais receita, por boas razões, porque a economia está a dinamizar-se».

«Este é um ponto positivo para a sociedade portuguesa», assinalou ainda, recordando que este tipo de consolidação «não aconteceu em 2013, em 2012 e em 2011».

Paulo Portas também comentou os recentes indicadores sobre a pobreza em Portugal, concluindo haver pontos positivos e negativos.

No plano negativo, que considerou «preocupante», reconheceu que o desemprego em 2012 «foi muito alto», mas vincou que esse indicador «começou felizmente a descer».

«Mas ainda tem de descer substancialmente mais», acrescentou.

No plano positivo, na análise que fez às conclusões do relatório, o vice-primeiro-ministro assinalou que «a pobreza nos mais velhos, com mais de 65 anos, que são mais pobres, desceu 3,1%».

De acordo com Paulo Portas, a diminuição ocorreu porque «este Governo, apesar da troika, apesar do resgate, decidiu aumentar as pensões mínimas sociais e rurais».