O ministro da Economia afirmou esta sexta-feira que tudo aponta para que o novo porto de Lisboa se venha a localizar no concelho do Barreiro, embora tenha salientado que ainda são necessários os últimos estudos para confirmar a decisão.

«Ainda não é uma decisão final porque ainda estamos a receber os últimos estudos técnicos e ambientais, mas tudo aponta neste sentido, do porto se localizar nesta área», disse o ministro Pires de Lima no Barreiro.

Pires de Lima esteve hoje na cerimónia de encerramento da semana de homenagem ao industrial do grupo CUF Alfredo da Silva, organizado pela empresa Baía do Tejo.

A Baía do Tejo, empresa do universo Parpública, tem a seu cargo a gestão dos Parques Empresariais Baía do Tejo, localizados no Barreiro, Seixal e Estarreja, bem como a gestão do projeto Arco Ribeirinho Sul, de reconversão das antigas áreas industriais da Quimiparque (Barreiro), Margueira (Almada) e Siderurgia (Seixal).

O ministro referiu que a intenção de se avançar com o novo porto no concelho do Barreiro foi bem recebida pelos autarcas, em especial pelo presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto (PCP).

«Foi com alegria que o município do Barreiro recebeu a notícia que este Governo de centro/direita tenha escolhido o terminal de Santa Apolónia para que seja mais direcionado para as pessoas e cruzeiros, o crescimento possível de Alcântara e o investimento, no Barreiro, de um porto», explicou.

O ministro referiu que já está «mais ou menos provado» que é possível construir um porto de cerca de 14 metros de profundidade na zona e que esse investimento servirá para potenciar os territórios, em especial da Baía do Tejo.

«Foi isto que os autarcas nos pediram. Tenho pena que os autarcas da região não tenham tido coragem de aparecer aqui hoje, mas o que é visto como a esperança para a região é a obra que Alfredo da Silva iniciou há mais de 100 anos», concluiu.

Antes, Jacinto Pereira, presidente da Baía do Tejo, afirmou que um novo porto no Barreiro, a ser construído em território da empresa, será importante para valorizar o território e para atrair mais investimento para a região.