O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, espera que haja apoio social consensual à reforma do IRS possa também ser «gerado e construído» ao nível político e partidário.

Associação Empresarial para a Inovação defende descida do IRS

Bastonário dos Economistas quer mais apoio ao empreendedorismo

«Após o Governo apresentar a proposta de reforma do IRS no Parlamento, iniciaremos negociações com as várias forças políticas e o principal partido da oposição espero que, como aconteceu no IRC, a reforma do IRS beneficie de um consenso social e político o mais alargado possível», disse.

O governante falava aos jornalistas no âmbito da consulta pública do anteprojeto da Comissão de Reforma do IRS, que termina no final do mês, e depois de reuniões com o secretário-geral da COTEC Portugal, Daniel Bessa, e com o bastonário da Ordem dos Economistas, Rui Leão Martinho.

Para Paulo Núncio, a reforma é «fundamental» para alterar o paradigma do IRS em Portugal, de forma a que o país beneficie «de um IRS mais simples, mais amigo do investimento e do empreendedorismo e das famílias».

Questionado pelos jornalistas, o secretário de Estado voltou a remeter qualquer tomada de decisão do Executivo relativamente a esta reforma para 01 de outubro, altura em que se conclui o período de consulta pública do anteprojeto.