O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sublinhou esta quarta-feira que o Governo não vai alterar as previsões, quer do défice, quer do crescimento, apesar do relatório da troika, que assinala a conclusão da primeira visita de monitorização pós programa de ajustamento.

«Não vou estar a assustar os portugueses com medidas que não são necessárias. Nada justifica apresentar novas medidas, cá estaremos dispostos a ajustar, se alguma coisa vier a acontecer nos próximos meses», declarou.

As palavras de Passos Coelho vêm no seguimento de um comunicado do Ministério das Finanças, que em reação ao mesmo relatório sublinhou que «neste novo contexto, não há mais lugar a negociação com as instituições, mas sim a um acompanhamento dos desenvolvimentos na política orçamental e na economia portuguesa».

E acrescenta que toma nota dos riscos apontados, mas que «reitera o compromisso firme de garantir, em 2015, a saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo».

O PM lembra que previsões, «sejam as do Governo, do FMI, do BCE, do Banco de Portugal, são apenas isso, previsões», e que estas «vão sendo ajustadas ao longo do tempo e evoluem muito».

Admitindo que «há divergências», o governante diz que é essencial sublinhar que a recuperação se sente em Portugal, mas que continuam a existir riscos.

«É natural que existam perspetivas diferentes, mas somos o que mais interesse em em que Portugal saia do Procedimento por Défice Excessivo, o que mais interesse tem em diminua o rácio de dívida pública. E da mesma maneira que não esperámos que a troika nos obrigasse a tomar medidas, não é agora que precisamos de provar que estamos a monitorizar e alterar alguma coisa, se necessário», asseverou.