O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou esta terça-feira, durante uma visita a Oleiros, um défice de 2,7% para o próximo ano.

Note-se que esta é uma revisão em alta daquilo que foi acordado com a troika. 

«Ao longo destes três anos, apesar da recessão, conseguimos baixar para 4% o défice e, no próximo ano, iremos reduzi-lo para 2,7%», afirmou Passos Coelho, sublinhando que esta será a primeira vez em 15 anos que Portugal terá um défice abaixo dos 3%.

Ainda esta terça-feira de manhã, a Comissão Europeia alertou que o Governo teria de apresentar medidas adicionais no Orçamento do Estado para 2015, que substituíssem as chumbadas pelo Tribunal Constitucional, para que se conseguisse reduzir o défice para o compromisso inicial de 2,5% do PIB. 

«Atingir o objetivo em 2015 continua ao alcance se as autoridades apresentarem medidas adicionais no Orçamento de 2015 que substituam as que foram consideradas inconstitucionais pelo Tribunal Constitucional», lê-se no documento de Bruxelas.

Neste momento, a poucas horas da apresentação do Orçamento do Estado para o próximo ano, a ministra das Finanças e o ministro dos Assuntos Parlamentares já se começaram a reunir com os partidos na Assembleia da República para, como habitualmente, apresentar as linhas gerais do documento.

As reuniões arrancaram, às 15:00 com o PS, seguindo-se às 15:30 o PCP, às 16:00 o BE e às 16:30 «Os Verdes». Para as 17:00 está marcada uma reunião conjunta com as bancadas da maioria PSD e CDS-PP. 

O Governo entrega esta quarta-feira a proposta do Orçamento do Estado para 2015, mas algumas medidas têm sido levantadas. Entre as mais polémicas, a questão dos impostos, mas um eventual alivio da carga fiscal só deverá ser conseguido em 2016, com um próximo Governo.