O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação disse esta sexta-feira que o país necessita de mais indústria para poder criar emprego, sendo objetivo do Governo passar dos atuais 12% do Produto Interno Bruto para 20 por cento.

Em declarações à Lusa, em Tentúgal, Montemor-o-Velho, à margem de uma visita à empresa SiA, que labora na área das batatas fritas e aperitivos, Luís Campos Ferreira frisou que o PIB nacional que tem origem na indústria «é muito baixo».

«Precisamos de atingir em cinco, seis anos, 20 por cento do PIB derivado da indústria para atingirmos os níveis de competitividade e criação de riqueza», afirmou.

«Não há país sem emprego e não há emprego sem indústria», acrescentou Luís Campos Ferreira.

O governante destacou os indicadores daquela empresa, cujas vendas líquidas quase triplicaram, nos últimos sete anos, passando de 9,9 milhões de euros em 2007 para 28,3 milhões estimados no final de 2014.

No final de 2013, a SiA, que tem como clientes, nas chamadas marcas brancas, a quase totalidade da grande distribuição nacional, mercado de representa 75 por cento do volume de negócios, vendeu 10,9 mil toneladas de batatas fritas, volume que deverá subir, no final do corrente ano, para as 11,6 mil toneladas, de acordo com dados da empresa que emprega cerca de 150 colaboradores.

Os restantes 25 por cento da produção são exportados para Espanha, França e Angola, estando em curso a criação de embalagens para exportar igualmente para a Argélia.

Questionados pelo secretário de Estado, os administradores da empresa (adquirida em janeiro por um grupo francês) cifraram a incorporação de batata nacional na produção de batatas fritas em 40 por cento do total, uma questão que alegaram estar relacionada com a sazonalidade (entre maio e setembro) de produção daquele tubérculo, subsistindo depois problemas ao nível da sua conservação, no resto do ano, o que leva a empresa a optar pelos mercados espanhol e francês para assegurar o fornecimento de matéria-prima.