Pedro Passos Coelho garantiu que não fez qualquer promessa de baixar o IRS. «Não há uma promessa de baixa do IRS, já me pronunciei com clareza sobre isso. Se tivermos possibilidade em temos orçamentais, não é por haver eleições. Honestamente não sei que há condições para o fazer», defendeu o primeiro-ministro em entrevista à SIC.

Passos: repor os salários e pensões «possivelmente em 2016»

Quando questionado sobre o agravar do risco de pobreza do país, e das críticas e avisos que têm vindo de vários quadrantes, o primeiro-ministro reagiu:



«Há umas quantas pessoas que consideram em Portugal que o risco de pobreza e toda a situação que se agravou em resultado deste ajustamento que foi feito não é senão consequência das medidas, mas não é assim. O que provocou o aumento do risco de pobreza não foram as medidas, foi o facto de termos conduzido o país, não fui eu com certeza, a uma situação de insustentabilidade», sublinhou Passos Coelho.

O governante lembrou que conduziu o «mais forte ajustamento público que houve em Portugal», e disse lamentar que o Governo tivesse de o fazer. «Mas fi-lo. Não sacudo do meu capote uma única responsabilidade».

Sobre o desemprego, Passos Coelho admitiu que a taxa é «muito elevada» e que «não há dúvida nenhuma» de que a «taxa do desemprego é talvez a coisa mais dramática que temos em Portugal».

Quando questionado sobre se o Governo está a estudar novas medidas para salários, público e privado, o PM adiantou que «não podemos aumentar salários acima do que é a produtividade». Procuraremos política de rendimentos sustentável, concluiu.