O ministro do Emprego, Pedro Mota Soares, considera que o recuo da taxa de desemprego no segundo trimestre do ano “são boas notícias”, mas acusa o PS de ficar "azedo e amargo" com os números oficiais revelados. 

O responsável reagia aos números publicados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, que fixou a taxa de desemprego em 11,9% no segundo trimestre, o valor mais baixo dos últimos quatro anos. 

Para o ministro, significa que há hoje menos 226 mil pessoas no desemprego. “Ou melhor, foram criados 226 mil postos de trabalho”. Desses 61 mil são jovens que ingressaram (ou reingressaram) no mercado de trabalho.

“Acho que é fruto da resiliência das nossas empresas, dos nosso empregadores mas também dos nossos trabalhadores, e também fruto de uma acordo de concertação social que foi essencial para podermos ter um mercado de trabalho mais ativo e com capacidade de regenerar”.

Mota Soares referiu que os últimos quatro anos foram "os mais duros da nossa história", deixando críticas ao PS, que deixou a Portugal a troika, uma recessão e um desemprego que não parava de aumentar.


"Apesar de todas estas dificuldades, quatro anos depois Portugal deu a volta, temos uma taxa de desemprego que pela primeira vez está muito próxima da média europeia"

O ministro sublinhou ainda que o Governo tem de continuar a trabalhar e acelerar um conjunto de medidas ativas de emprego.

E aproveitou para deixar mais críticas ao PS, dizendo que "não entra em guerras de números":

"Os critérios do INE são exatamente os mesmos que há quatro anos, quando o PS era governo. Quando há uma boa notícia para o país o PS fica azedo e amargo"

Na reação à descida da taxa de desemprego, o PS defendeu que "Não se pode falar em dia histórico"
 

"Há hoje menos 218 mil empregos desde que este Governo tomou posse. É a maior destruição de emprego em Portugal dos últimos 50 anos. Não tem nenhum paralelo no estado democrático em Portugal", afirmou a cabeça de lista "rosa" por Setúbal nas legislativas de 04 de outubro, em conferência de imprensa, na Assembleia da República.


Recorde-se que os números do desemprego têm estado no centro de uma polémica, porque o INE corrigiu em baixa as estimativas do desemprego para maio, uma queda de 0,8 pontos percentuais relativamente à primeira estimativa. Ou seja, o desemprego em maio foi de 12,4%, mantendo-se inalterada em junho. 

Essa revisão em baixa mereceu reações do Governo, com o ministro Pires de Lima a dizer que Portugal regressou, ao fim de quatro anos, à taxa de desemprego que tinha antes da chegada da troika.   

A Comissão de Trabalhadores do INE também reagiu, dizendo que que está a ser feito um“aproveitamento político” dos dados sobre desemprego e alertou para “situações de interpretação abusiva” da informação devido ao aproximar de eleições. 

Já esta terça-feira o primeiro-ministro refutou as criticas da comissão de trabalhadores do Instituto Nacional de Estatística e negou qualquer aproveitamento político.