O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português, Rui Machete, defendeu esta terça-feira que a União Europeia deve procurar «suprimir as assimetrias» entre os Estados-membros, nomeadamente no acesso ao financiamento aos países mais afetados pela crise.

«Devem ser envidados todos os esforços que nos permitam suprimir as assimetrias que ainda subsistem, nomeadamente nas condições de acesso ao financiamento aos Estados-membros que foram mais afetados pela crise, uma questão fundamental para o sucesso da construção europeia», considerou o governante, que intervinha na sessão de abertura do seminário diplomático, que reúne hoje e na quarta-feira, em Lisboa, diplomatas e membros do executivo para discutir os principais temas da política externa portuguesa.

No seu discurso, Machete sublinhou que em 2014 terminou o programa de assistência económica e financeira a Portugal, permitindo «a reconquista da autonomia e a recuperação da credibilidade do país junto dos mercados e dos parceiros externos», resultados alcançados graças a «um enorme esforço e capacidade de todos os portugueses».

Apesar da «nota de otimismo» garantida pelos indicadores económicos, permitindo mostrar que Portugal e a Europa «ultrapassaram já o pior desta crise», mantêm-se ainda «intensos desafios» para a Europa e para o Mundo, avisou.

«Neste percurso rumo a uma união bancária e ao fortalecimento dos instrumentos de política económica, chegou o momento de um verdadeiro debate sobre a ambição da União Europeia em matérias decisivas para a competitividade das nossas economias - como o mercado único, o dossiê energia ou as políticas de industrialização e inovação e desenvolvimento», sublinhou Rui Machete.