O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, elogiou a garantia das autoridades portuguesas de que iriam propor rapidamente medidas alternativas com a mesma dimensão e qualidade das chumbadas pelo Tribunal Constitucional no diploma da convergência dos regimes de pensões.

«Congratulo-me com o compromisso reafirmado das autoridades em propor rapidamente medidas alternativas de dimensão e qualidade equivalentes para salvaguardar a meta de défice orçamental de 4% do PIB em 2014, em linha com o acordo entre as autoridades e as instituições da troika, alcançado durante a décima revisão do programa em curso», afirmou numa declaração escrita o presidente do Eurogrupo.

Conheça os argumentos do TC

Na declaração enviada às redações, Jeroen Dijsselbloem diz ainda que o esforço das reformas tem de ser mantido, e que a implementação rigorosa das reformas estruturais «será crucial para garantir a confiança dos investidores nas políticas do Governo, tendo em vista a conclusão com sucesso do programa de ajustamento».

O holandês sublinha que, a seu ver, o esforço está já a dar resultado, como provarão, em seu entender, alguns sinais de retoma da economia, considerando ainda que o programa de ajustamento português está a ser bem-sucedido no que diz respeito a melhorias de competitividade e de reequilíbrio da economia para um modelo mais assente nas exportações.