O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, considerou esta terça-feira o desemprego "uma das dificuldades mais sérias do país", destacando a quantidade de jovens portugueses que não estão nem a estudar nem a trabalhar.

“Temos uma situação marcada por dificuldades na criação de emprego”, disse o governante, numas jornadas promovidas pela Associação de Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) e pela Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC), um dia depois de o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter divulgado estimativas provisórias de uma taxa de desemprego dos jovens em janeiro de 29,9%, menos 0,2 pontos percentuais do que em dezembro.

“Estamos no topo, em termos europeus, de jovens que não estão a estudar ou a trabalhar”, afirmou, explicando que esses jovens gostavam de trabalhar, e salientando ainda o problema do desemprego de longa duração que afeta pessoas de meia idade.

“Estes dois segmentos [jovens e pessoas de meia idade] precisam de resposta urgente”, afirmou, lembrando ainda que é muito positivo haver uma diminuição do desemprego em Portugal, mas mostrando preocupação por essa diminuição não ser resultado de uma forte criação de emprego.

Segundo o INE, a taxa de desemprego manteve-se em janeiro nos 12,2%, inalterada face aos dois meses anteriores.

A estimativa de população desempregada entre os 15 e os 74 anos em janeiro foi de 619,5 mil pessoas, caindo 0,2% face ao valor definitivo de dezembro (menos 1,1 mil pessoas).