A redução do défice de 4% para 2,5% entre este ano e 2015 implica um esforço adicional de consolidação igual a 1.700 milhões de euros. Na discussão do Documento de Estratégia Orçamental, o Governo tem se encontrar onde cortar mais, para além de substituir as medidas temporárias por permanentes e que no ano Orçamento do Estado deste ano valem uma poupança bruta de 2.153 milhões de euros, escreve o Diário Económico.

Em causa estão os cortes salariais que, em 2014, foram agravados e e passaram a aplicar-se a remunerações acima dos 675 euros e com taxas a variar entre os 2,5% e os 12%. Além disso, é preciso substituir a CES que corta pensões acima dos mil euros desde março deste ano.

De acordo com os cálculos do jornal, as contas públicas deste ano beneficiam de uma poupança de 1.297 milhões de euros através dos cortes salariais: 645 milhões são relativos ao modelo de corte que vem de 2011 e 643 milhões são a poupança adicional conseguida com o agravamento da medida. A execução do Orçamento tem ainda a ajuda da aplicação da CES, que rende aos cofres do Estado 856 milhões.

Ou seja, são 2.153 milhões de euros de cortes provisórios que têm de passar a definitivos.