A CGTP disse esta segunda-feira não aceitar um aumento da Taxa Social Única (TSU) para os trabalhadores, declarando que, como em 2012, levará por diante «todas as medidas ao seu alcance para a contestar e derrotar» essa possibilidade, escreve a Lusa.

Um eventual «recuperar de uma proposta que a luta dos trabalhadores e das populações travou em 2012» foi hoje criticado pelo secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, em conferência de imprensa, em Lisboa, no final de uma reunião da Comissão Executiva da central sindical.

«A CGTP não aceita que esta proposta possa vir a ser implementada», declarou Arménio Carlos, no dia em que o Diário Económico noticiou que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, quer descer a TSU para as empresas de forma faseada.

Na quinta-feira, Passos havia apontado a redução do custo do trabalho para as empresas como uma reforma por fazer e afirmou que a quer concretizar nos próximos anos, com o apoio da União Europeia.

Durante uma conferência sobre investimento em Portugal, realizada nas instalações da Fundação Champalimaud, em Lisboa, Passos Coelho considerou que «hoje o custo do trabalho para as empresas ainda é muito elevado», acrescentando: «Essa foi talvez a única importante reforma que não conseguimos completar neste domínio fiscal durante estes quatro anos. Mas será um objetivo seguramente importante para cumprir nos próximos anos».

Posteriormente, o secretário-geral do PS, António Costa, criticou a intenção do primeiro-ministro de reduzir os custos do trabalho para as empresas, acusando Pedro Passos Coelho de insistir no aumento da TSU para os trabalhadores.