A ministra das Finanças, Maria Luís, lembrou esta segunda-feira que «os problemas detectados no Banco Espírito Santo (BES) intensificaram o risco e desafios que ainda persistem no sistema financeiro».


Para a ministra, é preciso que o Banco de Portugal (BdP) não baixe a guarda e mantenha o controlo da atividade dos bancos.

«A solução aplicada, respeitando todo o enquadramento europeu do mecanismo de resolução, e a reação do sistema financeiro, também demonstraram que o sistema se encontra hoje mais robusto, mais preparado e verdadeiramente integrado», realçou a ministra, citada pela Reuters.

O Governo está a preparar o Orçamento de Estado (OE) para 2015, que terá de ser entregue até 15 de Outubro no Parlamento, quando várias vozes dos partidos do Governo apelam a uma moderação dos impostos, mesmo depois do défice de 2014 ter sido revisto em alta, e num contexto externo em que a França e Itália já sinalizaram não irão cumprir as metas orçamentais.

A ministra das Finanças, Maria Luís, lembrou ainda que «os problemas detectados no Banco Espírito Santo (BES) intensificaram o risco e desafios que ainda persistem no sistema financeiro».

Para a ministra, é preciso que o Banco de Portugal (BdP) não baixe a guarda e mantenha o controlo da atividade dos bancos.

«A solução aplicada, respeitando todo o enquadramento europeu do mecanismo de resolução, e a reação do sistema financeiro, também demonstraram que o sistema se encontra hoje mais robusto, mais preparado e verdadeiramente integrado», realçou a ministra, citada pela Reuters.

Já o Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, abordou na sua intervenção os salários aplicados no país. Para o responsável, os salários só devem aumentar se a produtividade crescer. Se assim não for, diz Carlos Costa, o país corre o risco de não sair do «para-arranca». 

«Só conseguimos aumentar os salários se houver aumento da produtividade», disse o governador numa intervenção no XXIV Encontro de Lisboa entre os bancos centrais dos países de língua portuguesa, que decorre hoje de manhã em Lisboa.

Carlos Costa disse ainda que Portugal vai ter de se habituar a taxas de inflação baixas nos próximos anos, defendendo que o ganho de produtividade será fundamental para fazer crescer a economia portuguesa.