A Comissão Europeia considerou esta segunda-feira que a redução de funcionários públicos através da requalificação (ex-mobilidade especial) e de rescisões amigáveis está aquém do esperado e defende uma maior redução de postos de trabalho no Estado.

Relatório pós-troika: Bruxelas não poupa críticas ao Governo

Bruxelas critica Governo pela decisão de subir salário mínimo

«A implementação das reformas da administração pública está a avançar, mas com um ritmo mais lento e com um impacto financeiro inferior ao inicialmente esperado», lê-se no relatório da primeira avaliação pós-programa da troika em Portugal, e hoje divulgado pela Comissão Europeia, nota a Lusa.

Bruxelas: ajustamento reduziu-se e é de «pior qualidade»

No relatório, Bruxelas lamenta o facto de «a não renovação dos contratos a termo, a implementação do regime de requalificação e dos programas de rescisões amigáveis estarem a contribuir muito menos que o previsto para a redução do emprego» na função pública.

Nesse sentido, destaca pela positiva a aplicação da tabela remuneratória única (TRU) e da tabela única de suplementos em 2015, conforme prevê o Governo.

No entender da Comissão Europeia, a implementação destas duas tabelas «vai trazer mais transparência e equidade ao sistema remuneratório», embora «não se espere obter qualquer poupança» com a aplicação das mesmas.