"Em relação à liquidação, além de implicar a perda de todos os postos de trabalho, custava muito dinheiro aos contribuintes, muito mais do que a solução foi adotada", destacou o governante no parlamento.

Mário Centeno vincou que "os depósitos acima de 100 mil euros eram perdidos", realçando que "parte desses depósitos era pública".

E reforçou: "No contexto que foi aqui descrito, a solução encontrada foi aquela que minimizava os custos para o contribuinte e para o sistema financeiro".






"O adiamento de decisões faz com que deixemos de nos poder justificar com o azar. Na área financeira, sobretudo, a experiência mostra que a inação e o adiamento de decisões tende a ter custos mais elevados. É nossa convicção que é disso que estamos a tratar aqui", assinalou.


"O que me deixa mais preocupado é que é precisamente no contexto do programa de assistência que deveria ter permitido ao país solucionar os problemas nas três áreas que nesse programa estavam listadas. E a área financeira era uma delas", afirmou.

O ministro disse que o anterior governo "vangloriou-se de não ter usado todo o dinheiro disponível para resolver os problemas dos bancos”.

“O paradoxo é que até foi das situações em que houve dinheiro público envolvido", afirmou.




"Os custos iniciais da liquidação seriam de três mil milhões de euros", revelou, apontando para a necessidade de pagar os depósitos que estão cobertos pelo Fundo de Garantia de Depósitos (FGD).