A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) está contra um governo de gestão. À saída da audiência com Cavaco Silva, o secretário-geral da confederação, João Vieira Lopes, diz também que está disponível para chegar a um acordo para vários anos sobre o salário mínimo.
 

“A nossa preocupação principal é que exista neste momento uma solução governativa que possa tomar decisões, na medida em que a economia precisa de decisões, as empresas precisam de estabilidade e necessitamos de ter um enquadramento em relação ao qual nós nos possamos rever em termos de funcionamento”, afirmou Vieira Lopes.

"Não simpatizamos com governos de gestão".

 
E prosseguiu: “A CCP tem uma posição clara. Não nos compete a nós definir alternativas políticas. Trabalhamos com qualquer Governo que seja colocado em funções, ao qual apresentaremos as nossas reivindicações, as nossas propostas”.

No que respeita ao salário mínimo, a CCP garante que há abertura, mas há fatores a considerar. 
 

“Consideramos que temos abertura para o aumento do salário mínimo. No entanto, exige é um conjunto de condições para isso ser feito. Nesse aspeto, estamos dispostos a discutir, no quadro da concertação social, soluções para o salário mínimo”.

 

“Não aceitamos é que se pré-fixem os objetivos e os timings para atingir determinados valores, mas não nos repugna, antes pelo contrário, fazer um acordo para vários anos, sendo que em cada ano tem de ser visto de há condições para cumprir a meta prevista”, concluiu.

À saída da reunião com Cavaco Silva, a CGTP avisou esta manhã os empresários que, quem atualiza o salário mínimo é o Governo.