A TVI teve acesso ao relatório da auditoria levada a cabo pela PricewaterhouseCoopers às aplicações financeiras da PT. No espaço «Gabinete de Crise», do Jornal das 8, o editor de economia da TVI explica que o documento permite perceber quem são os responsáveis pela aplicação dos 900 milhões de euros da PT na Rioforte.

Buscas na sede da PT por suspeita de burla qualificada

A consultora admite no relatório que «não consegue provar quem deu autorização às operações», mas apresenta uma cronologia que permite a responsabilização pelas decisões.

O relatório revela que a PT teve de se endividar para aplicar dinheiro em dívida da Rioforte. Em maio de 2013, a operadora emitiu mil milhões de euros em obrigações. Metade deste montante (500 milhões de euros) foi aplicado na Espírito Santo International (ESI). Na altura, a exposição da PT à holding do Grupo Espírito Santo era de 250 milhões de euros, e triplicou para 750 milhões.

Em Fevereiro de 2014, a ESI reembolsou os 750 milhões aplicados pela PT, mas, no mesmo mês, a operadora investe outros 897 milhões de euros, desta vez na Rioforte, outra holding do Grupo Espírito Santo.

A cronologia reunida pela PricewaterhouseCoopers mostra que Ricardo Salgado apresentou a Rioforte a Pacheco de Mello, o administrador financeiro da PT, a 28 de janeiro de 2014. Dias depois, a PT fez a aplicação em dívida da Rioforte. Em março seguinte, teve lugar uma reunião entre Pacheco de Mello e Amílcar Morais Pires, o braço direito de Ricardo Salgado no BES, que era administrador financeiro do banco. O objetivo da reunião, era a renovação da aplicação da PT na Rioforte.

Quatro meses depois, em julho, a Rioforte falhou o reembolso da dívida detida pela PT.