logotipo tvi24

EUA pedem à China que deixe a sua moeda valorizar-se

Pequim deve fazer reformas económicas para incentivar crescimento mundial

Por: Redacção    |   2012-05-03 14:17

O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, apelou esta quinta-feira a Pequim para que permita a apreciação do yuan e adote reformas económicas essenciais para combater a desaceleração do crescimento económico mundial.

Um yuan mais forte permitirá à China «orientar-se para uma produção com maior valor acrescentado, reformar o sistema financeiro chinês e encorajar a procura interna», declarou Geithner, no início de dois dias de «diálogo estratégico e económico» entre as duas potências, cita a Lusa.

O responsável norte-americano reconheceu que o yuan se apreciou cerca de 13% desde que a China reinstaurou em junho de 2010 uma margem de flutuação diária do yuan face ao dólar.

Mas Geithner apelou a Pequim a ir mais longe. A fraca taxa de câmbio do yuan é um assunto habitual de contencioso entre a China e os Estados Unidos, as duas primeiras economias do mundo.

Os Estados Unidos consideram que a fraca taxa de câmbio do yuan é em parte responsável pelo enorme défice comercial norte-americano, que em 2011 atingiu o valor recorde de 295,5 mil milhões de dólares.

A margem de flutuação do yuan face ao dólar, que era de mais ou menos 0,5%, foi alargada para 1% no mês passado.

Mas a taxa de câmbio continua a ser determinada pelo banco central chinês, que a fixa diariamente, e não pela lei da oferta e da procura, como é o caso da maioria das grandes moedas.

Contudo, o valor da moeda chinesa é considerado próximo do equilíbrio, não só pelo Governo chinês, como por analistas.

Washington saudou o facto da China, primeiro exportador mundial, querer aderir a um acordo que permitirá que os exportadores chineses não estejam em vantagem face aos concorrentes estrangeiros em matéria de créditos à exportação.

Geithner sublinhou que a China devia adotar um certo número de reformas estruturais e abrir-se a partir de agora à concorrência internacional.

«O crescimento económico no futuro necessita de uma nova inflexão fundamental na vossa política económica», declarou o secretário do Tesouro norte-americano.

Em fevereiro, um relatório conjunto do Banco Mundial e de conselheiros económicos do Governo chinês preconizou uma nova vaga de privatizações na China, bem como uma liberalização do setor bancário.

«Os Estados Unidos, bem como o resto do mundo, estão fortemente interessados em que estas reformas sejam um sucesso», considerou Geithner, adiantando que a segunda maior economia mundial devia depender menos das exportações e mais do consumo interno.

Por outro lado, o vice-primeiro-ministro chinês encarregado pelas Finanças, Wang Qishan, apelou aos Estados Unidos para não politizarem as questões económicas.

Qishan sublinhou que a China tinha aumentado as importações e melhorado a propriedade intelectual.

Pequim apela regularmente a Washington para levantar as restrições sobre as exportações de produtos de alta tecnologia para a China, justificadas pelos norte-americanos pelas aplicações militares que têm algumas destas tecnologias.

Partilhar
EM BAIXO: Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos EUA
Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos EUA

Skoda Citigo chega a Portugal
Preços arrancam nos 9.545 euros
Veja as capas dos jornais de hoje
Revista de imprensa deste sábado
Governo: áreas-chave que vão criar emprego em 2013
Ministério da Economia aponta 14 setores que estarão em destaque durante este ano «particularmente difícil»
EM MANCHETE
«Esta guerra é justa»
Barack Obama considera que o uso de drones para combater terroristas pode até ser uma forma de «auto-defesa». E diz que a prisão de Guantánamo «nunca devia ter sido aberta»
«Empresários não investem numa situação de recessão»
«Pós-troika será complicado sem sinal de crescimento»
PUB