Os bancos credores da TAP também vão poder reverter a venda da transportadora ao consórcio Gateway, revela o Público.

A resolução aprovada no Conselho de Ministros da semana passada visou criar um mecanismo de “dupla garantia” que envolve o Estado e os credores, entre eles o BCP, Deutsche Bank, BIC, CGD, BPI.

Significa isto que caso a situação financeira da TAP se agrave depois da conclusão do negócio o Estado ou os bancos podem exigir que a empresa volte para a esfera estatal.

A passagem da empresa para os privados poderá ser concluída até ao final da semana que vem. De seguida os investidores começam a aplicar dinheiro na empresa. São 269 milhões depois do negócio fechado e quatro tranches trimestrais de 17 milhões a pagar durante um ano.

Recorde-se que a oposição é contra a venda de mais de 51% da companhia aérea, mas o tema está fora do acordo entre PS, PCP e BE, já que os dois últimos querem que a empresa permaneça totalmente controlada pelo Estado.