O Governo vai assinar amanhã, na data limite prevista, o acordo de privatização da transportadora aérea TAP com o consórcio Gateway.

A TVI sabe que ficou afasta a hipótese da assinatura se realizar esta sexta-feira.

À Reuters, o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, tinha deixado em aberto essa possibilidade agora afastada.

"Ainda não assinámos os documentos com os privados. Está obviamente muito adiantado. Espero em breve ter os documentos assinados, espero cumprir o prazo", adiantou Pedro Marques, em declarações aos jornalistas, citado pela Reuters.

A 6 de Fevereiro, o Governo socialista firmou um memorando de entendimento com o consórcio Gateway, que aceitou vender de volta uma parcela de 11% do capital da TAP ao Estado. Isto, após ter adquirido 61%, em Novembro de 2015, no processo de privatização lançado pelo Executivo de Passos Coelho. Um processo então contestado pelos socialistas.

"A celebração do memorando de entendimento deu estabilidade à empresa, garante que o Estado vai estar como maior acionista da empresa, de modo permanente, com palavra a dizer", frisou o ministro da tutela à Reuters. Que fez questão de lembra que desta forma foi também possível não afastar o investimento privado que “permitiu capitalizar a empresa".

Com o acordo, o Estado aumenta a sua participação de 39% até 50% e compromete-se a não interferir na gestão diária da companhia aérea, que se manterá com estatuto de empresa privada.

O consórcio privado Gateway é liderado por Humberto Pedrosa, dono do grupo Barraqueiro, sendo o outro acionista David Neeleman, que tem dupla nacionalidade, brasileira e norte-americana, e detém a companhia aérea brasileira Azul.