Os combustíveis voltaram a ficar mais caros hoje à meia-noite. É a segunda semana de subida do preço ao consumidor final.

Contas feitas, em Portugal, em média, o gasóleo subiu cerca de dois cêntimos e meio por litro. Já a gasolina cresceu dois cêntimos por litro.

Um aumento em parte explicado pelo crescimento do valor da matéria-prima nos mercados internacionais, que conta 25,2% para a constituição do preço de referência – que acaba por ditar o que, em média, cada um de nós paga quando abastece o carro.

Na passada semana o barril de crude para entrega futura – porque no dia negoceiam-se sempre os contratos que serão entregues no futuro – esteve acima dos 50 dólares em Londres, no caso do Brent, que serve de referência às nossas importações.

Segundo o boletim da Entidade Nacional para o Mercado dos Combustíveis, na sexta-feira passada, os preços de referência ENMC registaram uma subida. E “pela sexta sessão consecutiva os mercados internacionais continuaram a reagir em alta à perspetiva de acordo dos países da OPEP [Organização dos Países Exportadores de Petróleo] para nivelar a produção (a reunião deverá ter lugar no próximo mês na Argélia) acompanhados também pela desvalorização do dólar que alavancou mais esta subida”, disse a entidade.

Mas esta manhã a negociação do Brent já cai para em quase dois por cento para 49,91 euros. Os analistas, citados pela Reuters, entendem que esta escalada, acima dos 50 dólares por barril, não terá vindo para ficar, numa altura em que continua a haver muita desconfiança em torno da estabilização dos níveis da oferta em termos mundiais, e do que resultará a reunião de setembro da OPEP.

Ainda esta manhã, a crescente exportação de produtos refinados da China voltou a pressionar os preços em baixa, razão da queda do Brent em Londres.