Nova semana à porta e com aumento de combustíveis. Gasolina e gasóleo ficam mais caros na hora de abastecer, já a partir das 0:00 de segunda-feira.

Ao que a TVI apurou as subidas são de 0,5 cêntimos por litro nos dois casos. Uma subida que reflete, em parte, o aumento do preço do petróleo nos mercados internacionais – que conta 26,7% para a constituição do preço de referência que dita o que, em média, cada um de nós paga quando abastece o carro. E as subidas podem não ficar por aqui.

De resto, a semana foi animada para a negociação de petróleo nos mercados, sobretudo, depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter anunciado o início de um acordo histórico para cortar a produção de crude, pela primeira vez desde 2008. A organização deve reduzir a produção para 32,5 milhões de barris por dia face aos atuais 33,24 milhões, num acordo que se espera seja finalizado na reunião de novembro, altura em se deve saber também quanto cada país irá produzir, a menos, e se o convite para participar nos cortes poderá ser também estendido a países não pertencentes à OPEP, como a Rússia.

Para já, a escalada dos preços estendeu-se até esta sexta-feira, a maior em mais de um mês. Mesmo assim, os investidores acabaram por optar por fazer mais-valias – após dois dias de uma alta ainda mais acentuada – o que impediu a preço do barril de ficar acima dos 50 dólares. Segundo os analistas contatados pela Reuters, o anúncio de que os stocks de petróleo subiram nos Estados Unidos também travou o preço.

Mesmo assim, tanto os futuros – contratos realizados hoje para entrega futura - do Brent, que se negoceia em Londres, como do norte-americano West Texas Intermediate (WTI), cresceram mais de 7% após o anúncio da OPEP. Só esta sexta-feira é que o sinal divergiu. O Brent para entrega em novembro desceu 0,6% para 48,95 dólares o barril, a maior subida semanal desde a semana de 19 de agosto. O WTI de outubro cresceu 0,5% para 48,07 dólares por barril, com um ganho semana de 8%, o maior em seis semanas.

Além da cotação internacional do crude e frete, só o peso do ISP e outros impostos contribuem mais para a constituição do preço de referência em Portugal (53,6%). Segue-se o peso do IVA, em 18,7%. O restante fica a cargo do adicional por incorporação de biocombustíveis e despesas com descarga, armazenamento e reservas.

Os especialistas acreditam que com o acordo para a produção à porta, é bem possível que os preços do petróleo nos mercados internacionais venham a subir de forma sustentada num futuro muito próximo o que, obviamente, pode afetar o bolso dos portugueses.