
As recentes descobertas de gás natural na bacia do Rovuma, em Moçambique, vieram reforçar o potencial do país, que é apontado como o segundo pilar de crescimento da Galp Energia, a seguir ao Brasil.
O secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, inicia esta terça-feira uma visita oficial a Moçambique que, entre outros objetivos, pretende apoiar a participação das empresas portuguesas em grandes projetos do setor.
«Moçambique será o nosso segundo pilar de crescimento», afirmou o presidente executivo da petrolífera nacional, Manuel Ferreira de Oliveira, na semana passada, na apresentação dos resultados do primeiro trimestre, realçando que a Galp tem pela frente «um projeto gigantesco na bacia do Rovuma».
Na conferência de imprensa, Ferreira de Oliveira explicou, citado pela Lusa, que as novas descobertas se mostraram determinantes, tendo aumentado o potencial estimado de gás natural» e que «a localização é ideal para levar o gás para os mercados mais competitivos que, neste momento, estão no Extremo Oriente».
«Temos um projeto enorme pela frente que vai absorver muito do nosso investimento nos próximos anos», declarou.
O recém-conduzido presidente executivo da Galp anunciou que as três descobertas na bacia do Rovuma, em que a petrolífera portuguesa detém uma participação de 10 por no consórcio que explora a Área 4, permitem abastecer o mercado português durante 17 anos.
«Temos cerca de 1.400 metros quadrados de recursos», sublinhou.
Durante 2012, o consórcio que integra a Galp Energia pretende perfurar quatro poços adicionais em estruturas próximas, «de modo a inferir o potencial adicional de recursos no complexo Mamba».
Ainda assim, o Brasil continua a ser o principal destino do investimento da Galp Energia, que recentemente anunciou a entrada do gigante chinês Sinopec na Petrogal Brasil, responsável pelas atividades de exploração e produção de petróleo no Brasil, através de um aumento em 30 por cento do capital, num investimento de 4,8 mil milhões de dólares.