O veículo estatal Parvalorem, o maior credor da Galilei (antiga Sociedade Lusa de Negócios) que era a dona do BPN até à sua nacionalização, chumbou, nesta sexta-feira, o Processo Especial de Revitalização (PER) da ‘holding', empurrando-a para a insolvência.

A equipa de gestão da Galilei já reagiu a esta decisão da Parvalorem, manifestando uma "profunda incompreensão perante a ‘não aprovação' do PER da empresa", consta numa nota enviada à agência Lusa.

A administração da Galilei considera que o chumbo do PER "impossibilita o Estado e os obrigacionistas de recuperar uma parte significativa de créditos e coloca em causa os cerca de mil postos de trabalho".

"Perante este cenário, o Conselho de Administração da Galilei irá trabalhar desde já na elaboração de um Plano de Recuperação para o grupo", anunciou, adiantando que "as empresas do grupo continuarão a laborar normalmente como até à data".

O PER tem como finalidade permitir ao devedor que esteja numa situação economicamente difícil ou em situação de insolvência iminente, mas que ainda seja passível de ser recuperado, negociar com os credores com vista a um acordo que leve à sua revitalização.

Encontram-se em situação económica difícil os devedores que enfrentem sérias dificuldades para cumprir pontualmente as suas obrigações.