A moeda única europeia seguia hoje a valorizar face à divisa norte-americana, ultrapassando a barreira psicológica dos 1,38 dólares, num dia em que os líderes mundiais se reúnem em Haia, na Holanda, para discutir a crise ucraniana.

Pelas 18:00 (hora de Lisboa), a moeda única europeia transacionava nos 1,3864 dólares, acima dos 1,3795 a que negociava na sexta-feira sensivelmente à mesma hora, de acordo com os dados da agência Bloomberg.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou que «não haverá cimeira do G8 este ano na Rússia», em declarações à Sky News, em Haia, onde participa numa reunião do G7 dominada pela crise ucraniana.

«Vamos reunir-nos hoje à noite para determinar o caminho a seguir, mas sinceramente cabe à Rússia mudar» de atitude, acrescentou.

«Devemos enviar uma mensagem muito clara ao Governo russo e ao presidente (Vladimir) Putin indicando que avançar mais na Ucrânia será totalmente inaceitável e dará lugar a sanções da União Europeia, dos Estados Unidos e de outros países», advertiu.

Os dirigentes do G7 (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos) reúnem-se hoje ao fim do dia em Haia por iniciativa do presidente norte-americano, Barack Obama, à margem de uma cimeira sobre segurança nuclear.

O primeiro-ministro britânico propôs na quarta-feira que o G7 discuta «a exclusão permanente da Rússia» do G8, após a anexação da Crimeia por Moscovo.

A Rússia foi admitida em 1988 no grupo, que se tornou G8. Estava previsto para a cidade russa de Sochi uma reunião do G8, que junta os países mais ricos, a 4 e 5 de junho.