
As 20 maiores economias do mundo estão dispostas a aumentar o financiamento do FMI para mais de 400 mil milhões de dólares e vão mesmo criar «compromissos» para esse reforço.
Uma informação avançada pela Reuters e confirmada pelo comissário europeu dos assuntos monetários e económicos, Olli Rehn.
«Conseguimos uma ajuda de 400 mil milhões ou mais e estou confiante que vamos atingir esse objetivo no encontro do G20», disse Rehn à Reuters, numa entrevista de antevisão da reunião dos 20 países mais poderosos.
«Estes 400 mil milhões de dólares são claramente suficientes para criar uma rede de segurança credível», adiantou o responsável europeu.
O G20, que inclui os países mais desenvolvidos e os emergentes, reuniram-se esta sexta-feira em Washington, para discutir a capacidade financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) para combater a crise das dívidas soberanas que assolou a Zona Euro.
No rascunho do comunicado sobre o encontro, que o FMI vai divulgar, lê-se que existem «firmes compromissos para aumentar os recursos disponíveis acima dos 400 mil milhões de dólares», segundo escreve a Reuters.
Já da parte dos emergentes, o ministro das Finanças brasileiro disse que os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) ainda não especificaram o seu contributo neste reforço do FMI e que uma decisão só acontecerá nos próximos dois meses, dependendo do que ficar acordado sobre a reforma das quotas.