O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou esta quarta-feira que o processo de fusão entre a Portugal Telecom e a brasileira Oi ficou abaixo das expectativas que foram criadas para a empresa.

«Certamente que as expectativas que, em geral, foram criadas no mercado e junto dos portugueses quanto ao potencial desta fusão ficaram bastante aquém daquilo que a prática veio a demonstrar», afirmou Pedro Passos Coelho, em conferência de imprensa.

O chefe do Governo, que participou esta quarta-feira em Milão (Itália) na cimeira sobre o emprego, disse preferir não alongar em comentários quanto ao que se passa na Portugal Telecom, já que é uma empresa totalmente privada, mas acrescentou que o Executivo o segue «com atenção» o processo.

Na noite de terça-feira, a Oi anunciou ao mercado que Zeinal Bava, um dos rostos do processo de fusão entre a PT e a Oi, tinha pedido a demissão da presidência da empresa brasileira.

O gestor, que tinha assumido a presidência da Oi em junho de 2013, quatro meses antes do anúncio da fusão das duas operadoras, sai do cargo ainda no rescaldo do efeito dominó provocado pelo investimento de cerca de 900 milhões de euros da operadora portuguesa em papel comercial da Rioforte, do Grupo Espírito Santo (GES), de que a empresa nunca foi reembolsadada.

Um ano e seis dias depois do anúncio do processo de fusão, o futuro dos ativos da PT está em aberto, com interessados na sua compra.