O presidente da Infraestruturas de Portugal, António Ramalho, afirmou esta segunda-feira que o grande desafio da nova empresa que junta a Estradas de Portugal (EP) e a REFER é "libertar definitivamente o contribuinte português do dividendo negativo".

Na cerimónia que assinalou o primeiro dia da empresa Infraestruturas de Portugal, o gestor realçou que a fusão das gestoras da rede rodoviária e ferroviária aconteceu "sobretudo para benefício dos clientes".

"Não é aceitável que a maior empresa dependa do Estado. O grande desafio que se coloca é criar uma sustentação eficaz na gestão dos ciclos de investimentos com as nossas receitas. Queremos libertar definitivamente o contribuinte português do dividendo negativo das infraestruturas", declarou António Ramalho.

O Governo defende que esta fusão vai permitir obter ganhos de eficiência ao nível da contratação externa, da eliminação da sobreposição de estruturas internas comuns às duas empresas, da redução de encargos por via de economias de escala e de uma melhor afetação de recursos.

Os ganhos obtidos, acrescenta, vão traduzir-se numa "melhoria significativa" da situação económico -financeira das duas empresas, alcançando sustentabilidade, com criação de valor para o Estado e para a economia nacional.

"Também ao nível do sistema de transportes, a atribuição a uma única entidade de coordenação e planeamento integrado das redes ferroviária e rodoviária promove uma melhor organização da rede de transportes, além de permitir uma melhor afetação de recursos", conclui o executivo.

A Infraestruturas de Portugal vai ter cerca de 4.000 trabalhadores e vai gerir 13.515 quilómetros de rodovia e 2.794 quilómetros de ferrovia.

A fusão entre a Refer e a EP estava prevista no Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas (PETI3+) e foi aprovada em Conselho de Ministros a 09 de abril.