Os fundos Apax e Bain Capital contrataram um sindicato bancário composto pelo Barclays, Bank of America Merrill Lynch e UBS para liderar a operação de compra da PT Portugal, disse esta segunda-feira à Lusa fonte financeira.

A 12 de novembro, a operadora brasileira Oi anunciou que os fundos Apax Partners e Bain Capital tinham oferecido 7.075 milhões de euros pela PT Portugal, uma oferta 50 milhões de euros acima da proposta do grupo francês Altice (7.025 milhões de euros).

De acordo com fonte financeira, «o financial adviser [líder] do sindicato bancário é o Barclays» e conta ainda com o «Bank of America Merrill Lynch e a UBS».

A mesma fonte adiantou que, caso o negócio avance, os fundos não terão de pedir parecer à Autoridade da Concorrência e à Direção-Geral da Concorrência, já que não têm atividade nas telecomunicações, pelo que a conclusão da operação poderá ocorrer em pouco mais de um mês.

Os fundos, que deverão apresentar uma proposta final esta semana, pretendem comprar os ativos da PT Portugal, excluindo o negócio de África e a dívida da Rioforte, do Grupo Espírito Santo (GES).

«O enterprise value [valor da empresa] da proposta considera um earn-out [pagamento diferido] de 400 milhões de euros sujeito a geração futura de receitas, além de um outro earn-out de 400 milhões de euros sujeito a geração de EBITDA [resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações]", de acordo com o comunicado divulgado há 12 dias pela Oi.

A proposta final está sujeita à aprovação pelo comité de investimentos da Apax e da Bain Capital.

Também a PT SGPS, que detém 25% da Oi e a dívida de quase 900 milhões de euros da Rioforte, está a ser alvo de uma proposta de compra, neste caso pela Terra Peregrin - Participações SGPS, da empresária angolana Isabel dos Santos, que oferece mais de 1,21 mil milhões de euros pela totalidade das ações da empresa portuguesa, ao preço de 1,35 euros por ação.