Para que os rácios dos bancos não sejam postos em causa com a venda do Novo Banco, que deverá ser de um valor inferior aos 4,9 mil milhões injetados pelo Fundo de Resolução, está a ser ultimada uma solução, que pode passar pela concessão de um empréstimo bancário temporário ao Fundo.

Esse empréstimo, segundo o Diário Económico, permitirá pagar a totalidade da dívida ao Estado e ainda refinanciar o crédito de 700 milhões que foi concedido por um sindicato de oito bancos e vence no próximo ano.

Se avançar esta solução, os bancos passarão a ser credores e contribuidores do Fundo.

Se o Banco de Portugal fechar o negócio com a Anbang por 3,5 mil milhões, o Fundo terá um prejuízo de 1,4 mil milhões. Do total de 4,9 mil milhões,  3,9 mil milhões foram emprestados pelo Tesouro e 700 milhões pela banca. Os empréstimos têm maturidade de três meses e são prorrogáveis até agosto de 2016.