
O Governo tem na mira 130 fundações, que poderão ser penalizadas ou alvo de cortes de apoios públicos. Em entrevista à TVI, o secretário de Estado da Administração Pública não avança números.
«Essas recomendações passam nalguns casos pela extinção. neste caso, apenas fundações públicas». Questionado sobre quantas fundações estarão nessa situação, o secretário de Estado disse que não poderia dar, «nesta fase», essa informação, mas assegurou que «não são a maioria».
Depois, «há um conjunto de recomendações no sentido de reduzir os apoios públicos e a redução desses apoios é graduada: em 30% ou redução completa de apoios». e há ainda «um conjunto de fundações para as quais é recomendada a retirada da utilidade pública».
Helder Rosalino também não diz o que vai acontecer a muitas das mais de 34 mil pessoas que estas fundações empregam.
«Não lhe posso quantificar os postos de trabalho que estão em causa». «A extinção das fundações pode não ser uma extinção que faça com que de repente a fundação desapareça.pode passar por internalizar algumas das atividades das atribuições que as fundações têm, por exemplo dentro da administração».
As decisões são conhecidas no final do mês. Para já, as recomendações foram enviadas às respetivas tutelas, que terão uma palavra a dizer.
O governo já tem sentido a pressão de quem tem receio de ser atingido pelos cortes e, mesmo internamente, o assunto não é fácil de gerir, sendo que é na Cultura e na Educação que está o grosso das fundações alvo de intervenção.