A UGT é contra o aumento da idade legal da reforma, bem como o eventual corte de pensões, e vai exigir um «verdadeiro e efetivo diálogo social sobre esta matéria».

«O corte das pensões, a acontecer, é uma medida com efeitos retroativos, que a UGT rejeita totalmente e que viola princípios fundamentais, como o da confiança no Estado, atingindo um grupo muito vulnerável, que já não tem, nesta fase da vida, outra alternativa de rendimentos», diz a central sindical em comunicado.

O Governo propôs o aumento da idade de acesso à pensão de velhice para os 66 anos. Segundo a UGT, é «mais uma proposta que visa apenas responder a um compromisso unilateral do Governo e sobre a qual os parceiros sociais não foram sequer consultados».

«A UGT rejeita a utilização do fator de sustentabilidade para que, na prática, se proceda a um aumento da idade legal da reforma», sublinha a central sindical liderada por Carlos Silva.

De acordo com a proposta do Governo , o valor das pensões dos funcionários públicos deverá ser cortado em 10%, ficando isentas as reformas inferiores a 600 euros e as mais baixas dos pensionistas com mais de 75 anos.