A presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) defendeu esta quarta-feira a importância de construir um processo negocial com o Governo e reconheceu que existe da parte do executivo socialista uma atitude diferente em relação às questões laborais.

"Neste momento, temos um processo negocial em construção e isso é que é importante. Há claramente uma atitude diferente da parte do Governo, de maior abertura", disse aos jornalistas Helena Rodrigues no final da primeira reunião com o ministro das Finanças, Mário Centeno.

Segundo a sindicalista, na próxima reunião com a equipa do Ministério das Finanças, marcada para dia 28, será discutido um protocolo negocial com a definição das matérias prioritárias para discutir até à aprovação do Orçamento de Estado de 2016.

A reposição do horário de 35 horas semanais foi um dos temas abordados na reunião de hoje, com os sindicatos a reivindicarem uma solução imediata e o Governo a dizer que isso não pode representar um aumento global de custos.

Helena Rodrigues disse que os sindicatos percebem que o Governo faça opções para que os encargos do Estado não aumentem, mas reafirmou que a reposição do horário das 35 horas é urgente, embora admita a necessidade de encontrar "formas equilibradas" para solucionar a questão.

Para a presidente do STE, a reposição das 35 horas pode e deve ser encarada como uma forma de aumentar o emprego.

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, a Federação Sindical da Administração Pública (FESAP) e a Frente Sindical liderada pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) foram convocadas para uma reunião no Ministério das Finanças para iniciar a negociação anual, com a presença do ministro Mário Centeno e da secretária de Estado que tutela a administração pública, Carolina Ferra.