Mais de 1.600 funcionários públicos optaram em 2014 por deixar a ADSE, o que contribuiu para a redução do número de beneficiários do regime de proteção da administração pública, que se fixou nos 1,2 milhões de beneficiários.

De acordo com o relatório de atividades da ADSE de 2014, a que a agência Lusa teve acesso, renunciaram à ADSE 1.614 trabalhadores, o que, consequentemente, levou à renúncia de 1.351 familiares que beneficiavam do sistema.

No total, renunciaram à ADSE (Direção Geral de Proteção Social aos Funcionários e Agentes da Administração Pública) 2.965 beneficiários, mas o relatório desvaloriza o impacto dessa redução salientando que apenas os beneficiários titulares contribuem financeiramente para a ADSE.

O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), José Abraão, disse à Lusa que que a maioria das desistências teve a ver com o aumento do encargo mensal pois os trabalhadores descontavam 2,25% e passaram a descontar 3,5%, ao mesmo tempo que têm reduzido as comparticipações.

No final de 2014 o número de beneficiários da ADSE era de 1.275.356, enquanto ano anterior esse número era de 1.290.816.

Nos mesmos períodos os titulares no ativo eram 508.100 e 523.234, respetivamente.

A quebra registada no número de beneficiários/contribuintes da ADSE não parece ter afetado os resultados financeiros da entidade, que ultrapassaram os 132 milhões de euros em 2014.

Em 2013 a ADSE tinha tido um resultado liquido de 5,2 milhões.

A ADSE depende em termos orçamentais do Ministério da Saúde mas é tutelada pelo Ministério das Finanças.