O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) manifestou-se esta segunda-feira dececionado perante a falta de explicações do Governo sobre a nova Tabela Única de Suplementos (TUS) que deixa de fora metade dos complementos atualmente atribuídos.

Suplementos: «Negociação não trouxe nada de novo»

«Não houve nada de novo. Não entendemos qual é a pressa do Governo em aprovar este diploma. Se não é para cortar nem para criar novos suplementos, e se há grupos profissionais que ficam de fora, não compreendemos», disse a presidente do STE, Maria Helena Rodrigues, aos jornalistas, citada pela Lusa.

A dirigente sindical falou aos jornalistas no final de uma reunião de negociação suplementar com o secretário de Estado da Administração Pública, José Leite Martins, da qual não resultou nenhuma evolução.

Maria Helena Rodrigues reafirmou a posição do STE, segundo a qual esta lei deveria ser discutida na Assembleia da República, por envolver remunerações, lembrando que pediu ao Presidente da República que solicite a fiscalização preventiva do diploma por este não cumprir aquela formalidade.

A dirigente do STE defendeu que o diploma deveria ser negociado com mais tempo de modo a resolver as situações das carreiras não revistas, «que por esta via poderão ter os suplementos integrados nos salários», assim como as carreiras específicas cujos suplementos não são abrangidos por esta tabela.

«Mais de 50% dos suplementos não estão consagrados nesta proposta de lei, nomeadamente, os militares, polícias e magistrados, e o Governo pouparia mais tempo se fosse direto ao assunto», disse.

As estruturas sindicais da função pública voltaram hoje ao Ministério das Finanças para discutir TUS com o secretário de Estado da Administração Pública, que já tinha dado como encerrado o processo negocial.