O presidente do Conselho de Administração da Sonangol garantiu esta quarta-feira, em Luanda, que a petrolífera angolana quer ver o ex-Banco Espírito Santo Angola (BESA), em que passou a ser acionista maioritário, a criar valor no país.

A posição foi assumida por Francisco de Lemos José Maria durante a apresentação, em conferência de imprensa, dos resultados de 2014 da Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol).

«Como acontece em todos os negócios em que a Sonangol intervém, o objetivo principal é torná-la [ao banco] forte, robusta, de intervenção nacional e que possa ajudar a produzir e a criar valor em Angola. Este é o nosso propósito em relação ao Banco Económico», disse o administrador, citado pela Lusa.

A Sonangol é agora detentora de uma participação de 38% no novo Banco Económico SA (BESA), que resultou da intervenção do Banco Nacional de Angola, a 04 de agosto, na sequência dos problemas financeiros no Banco Espírito Santo (BES) português.

«Acreditamos que é uma quota estável, é uma quota que vamos manter», disse ainda Francisco de Lemos José Maria, na primeira intervenção pública comentando a intervenção da maior empresa de Angola, estatal, no antigo banco de maioria de capital português.

Uma assembleia-geral extraordinária de acionistas aprovou a 29 de outubro a alteração da denominação do BESA, que mantém a sigla, e a entrada de novos acionistas, como o grupo público angolano Sonangol e o Novo Banco português.