As ações do BCP seguem a cair 4,54% e já estiveram a descer mais 5% para um novo mínimo de 0,0142 euros por título com receios as necessidades de capital do banco e ainda a sofrer pela saída do Stoxx 600, uma das montras dos títulos para o mundo.

Nota-se bastante pressão vendedora em BCP. As negociações para a Fosun injetar capital dariam algum alívio, mas não há ainda 'fumo branco' “ e a possibilidade do banco estar na corrida ao Novo Banco “põe pressão porque o BCP tem as suas vulnerabilidades de capital", disse Paulo Rosa, trade da Go Bulling, no Porto, citado pela Reuters.

O Fundo de Resolução mantém como prioridade a venda direta do 'good bank' – banco bom - do Novo Banco, estando, aparentemente, os quatro concorrentes que se perfilaram em junho, a criar condições para apresentarem ofertas, disse o presidente executivo, António Ramalho, à Reuters.Ora o BCP era um desses potenciais concorrentes.

Em 30 de Junho, o Banco de Portugal anunciou que recebeu quatro propostas para a compra do Novo Banco, na segunda tentativa de alienação deste banco de transição, que surgiu dos escombros do colapsado Banco Espírito Santo (BES) em agosto de 2014.

O BCP entregou uma carta de interesse com determinado perfil, mas sem avançar uma proposta financeira concreta.

Já mais recentemente, os chineses da Fosun, motraram interesse em assumir uma posição de referência no banco liderado por Nuno Amado. A administração do BCP viria a apreciar positivamente a proposta -  firme para subscrever um aumento de capital reservado unicamente a si, a um preço não superior a 0,02 euros por acção - e pediu à comissão executiva do banco que aprofundasse as negociações com vista a concluir um acordo até ao final de setembro. Ou seja, na próxima semana.

Os vários cenários em aberto acabam por aumentar os receios de analistas e investidores que optam por sair do título.