O presidente executivo do BCP, Nuno Amado, prevê que as negociações com vista à entrada dos chineses da Fosun no capital do maior banco privado de Portugal tenham sucesso.

(A negociação com a Fosun) tem algumas pré-condições nas quais se está, neste momento, a trabalhar e a negociar. Vejo isso com naturalidade. Espero que sejam bem sucedidas e não vejo razão para que não sejam", disse Nuno Amado, em declarações aos jornalistas, à margem do  XXVI Encontro de Lisboa entre os bancos centrais dos países de língua portuguesa.

A 30 de julho, o BCP recebeu uma carta da Fosun, com uma proposta firme para subscrever um aumento de capital reservado unicamente a si, a um preço não superior a 0,02 euros por ação. A Fosun passaria a deter, inicialmente, 16,7 % do capital do banco, podendo subir a participação, através de operações em mercado secundário ou de aumentos de capital, para entre 20 a 30%.

Esta manhã, o Governador do Banco de Portugal, disse que os bancos portugueses têm baixa rentabilidade e é crítico que aumentem o capital para passarem a um novo modelo de negócio, reduzindo a sua dimensão e reforçando a vertente tecnológica.

Obviamente que existe necessidade de ter capitais adequados e existe essa possibilidade de ter um novo acionista no banco mas é uma possibilidade, está neste momento em negociação exclusiva", referiu Nuno Amado,