O levantamento provisório dos danos provocados pelos incêndios de 15 de outubro aponta para perto de 350 empresas afetadas e um total de danos no setor económico de cerca de 360 milhões de euros, informou hoje o Governo.

Os números que temos apontam para perto de 350 empresas que sofreram danos, algumas delas totalmente, outras parcialmente", disse o secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, que falava aos jornalistas, após uma reunião de trabalho na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), em Coimbra.

Segundo o membro do Executivo, o total de prejuízos provocados pelos incêndios de 15 de outubro "anda à volta de 360 milhões de euros", sendo que o impacto no tecido económico tem uma "incidência muito forte na região Centro".

Os apoios às empresas afetadas pelos incêndios de 15 de outubro nas regiões Norte e Centro vão estar disponíveis a partir de 6 de novembro, mas os investimentos na reconstrução podem avançar já, anunciou hoje o primeiro-ministro.

É muito importante que os empresários saberem que são elegíveis os investimentos feitos desde a data do incêndio. O que significa que não é necessário aguardar pela candidatura, pela sua aprovação", afirmou António Costa, explicando que os investimentos feitos "neste momento" já são elegíveis.

O chefe do Governo falava aos jornalistas em Coimbra, após uma reunião na (CCDRC).

Além dos apoios ficarem disponíveis a partir de 06 de novembro, a linha de crédito também prevista ficará disponível na semana seguinte, face à necessidade de articulação desse instrumento com o sistema financeiro.

Na reunião na CCDRC, além de vários membros do Governo, estiveram também presentes associações empresariais dos territórios afetados, por forma a garantir que as medidas disponíveis para as empresas cheguem "o mais rapidamente possível" aos empresários, adiantou António Costa.

De acordo com o líder do executivo, as associações empresariais vão desempenhar um papel importante na ajuda com os processos de candidatura aos apoios, sobretudo junto das micro e pequenas empresas.

"Há muitas vezes alguma complexidade na apresentação das candidaturas", notou António Costa, que referiu ainda: "depois da tragédia, este é o tempo da reconstrução".

A região, vincou, foi "muito afetada" do ponto de vista económico, tendo considerado que é urgente "que se recupere a dinâmica empresarial, a dinâmica de emprego e a dinâmica da atividade económico porque é condição de tudo o resto".

A reunião de trabalho em Coimbra contou com a presença da presidente da CCDRC, Ana Abrunhosa, do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, do ministro Adjunto, Pedro Siza Vieira, do ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, do ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, e do secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza.

Governo disponibiliza 600 toneladas de alimentos para animais até sexta-feira

O Governo vai disponibilizar até sexta-feira 600 toneladas de rações para animais nas cinco plataformas logísticas criadas para apoiar os produtores agropecuários afetados pelos incêndios de dia 15, disse hoje o secretário de Estado da Agricultura.

Vamos distribuir as quantidades necessárias para acudir à alimentação animal, pelo período que for necessário", disse à agência Lusa Luís Medeiros Vieira, em Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra, onde uma das plataformas logísticas entrou hoje em atividade.

As cinco plataformas instaladas nos municípios de Monção, Tondela, Vagos, Vila Nova de Poiares e Gouveia vão agregar 37 concelhos e abranger a alimentação de meio milhão de animais ovinos e caprinos e 180 mil bovinos.